Audiência Pública discutirá desmonte do Sistema Único de Assistência Social

6

A Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social, da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), promove na próxima terça-feira, 24, às 09h, uma Audiência Pública com o tema: “O Orçamento federal da Assistência Social para 2018”, no Auditório Jornalista Jorge Calmon, na Alba. A audiência debaterá estratégias para defender o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que vem sofrendo cortes pelo governo Temer e, pela proposta orçamentária do Governo Federal para 2018, contará apenas com o valor de R$ 78 milhões, além da redução em 11% dos recursos para Programa Bolsa Família.

A redução brutal na proposta do orçamento federal para 2018, encaminhada para a Câmara Federal, apresenta esse valor de R$ 78 mi para a manutenção do SUAS, que em 2017 teve o investimento de R$ 1,9 bi, como denunciado em nota publicada pelo Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e Fórum Nacional de Secretários (as) de Estado da Assistência Social (Fonseas).

Segundo o deputado Gika Lopes (PT), presidente da Frente Parlamentar, o impacto causado pela diminuição dos recursos destinados para a manutenção do SUAS influenciará negativamente estados e municípios na prestação de serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“A nossa Audiência é um Ato em defesa do Sistema Único de Assistência Social, queremos a recomposição do orçamento federal e a garantia dos valores aprovados pelo Conselho Nacional de Assistência Social. Contamos com a participação dos assistentes sociais, técnicos, gestores e usuários, para denunciar mais esse golpe contra os brasileiros”, ressalta o deputado Gika.

Para a vice-presidente da Frente Parlamentar, deputada Neusa Cadore (PT), os cortes no orçamento representarão o crescimento da pobreza e desigualdade no país. “Estamos vivenciando um desmonte da política social que foi construída com muita luta e retirou da pobreza milhares famílias. É mais uma ação covarde contra o povo mais pobre deste país, pois muitos retornarão à pobreza e não terão acesso a nenhum tipo de assistência do governo”, denunciou Neusa.

Compartilhar