Comissão da Igualdade da ALBA pauta contexto brasileiro pós abolição da escravatura

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Este ano o Brasil completa 130 anos da assinatura da Lei Áurea. A data aponta oficialmente o fim da escravidão, mas sua eficácia em relações às condições de vida da população negra não representou socialmente a tão sonhada liberdade. O projeto abolicionista não foi seguido de um processo de inserção dos negros e negras na sociedade. Com olhar voltado para esses aspectos do contexto brasileiro pós 13 de maio de 1988, a Comissão Especial de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa (ALBA), presidida pelo deputado estadual Bira Corôa Lula da Silva (PT), convida a todos para a audiência pública ” A Lei Áurea acabou com a escravidão no Brasil?”, que acontece na próxima terça-feira (15), na sala José Amando – ALBA -, a partir das 9h.

A mesa de discussão terá a presença do desembargador Lidivaldo Brito, que falará sobre a expansão do poder punitivo e o racismo institucional; da promotora Lívia Santana Vaz, acrescentando ao debate a perspectiva das mulheres negras e das religiões de matrizes africanas. Completa a lista de palestrantes o professor pesquisador (UNEB) Antônio Cosme, que fará uma análise histórica das relações entre o racismo e as leis abolicionistas, e a secretária estadual de Promoção da Igualdade, Fabya Reis, cuja fala discorrerá sobre as políticas de igualdades implementadas ao longo desses 130 anos pós abolição. Atividade é aberta ao público.

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