Joseildo condena “terceiro turno” e banalização do impeachment

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O deputado estadual Joseildo Ramos (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, condenou nesta segunda-feira (21) o clima de “terceiro turno” que estabeleceu a agenda do país em 2015. Em discurso na tribuna da Assembleia, o parlamentar criticou o que considerou uma “banalização” do instrumento do impeachment. Para Joseildo, a obsessão das forças oposicionistas em encontrar um atalho para o poder tem colocado em risco a jovem democracia brasileira.

“Estamos dizendo em alto e bom som. O impeachment é algo grave. Elegemos uma presidente e se o povo brasileiro lá na frente não quiser seguir com essa cartilha, as eleições serão o remédio e não o impeachment. Aqui não se trata do instrumento importante do presidencialismo. Trata-se do terceiro turno, trata-se do tapetão, trata-se do golpe. Hoje, não se chama mais as forças armadas, hoje chamaram um deputado, cuja a Procuradoria Geral da República denominou de delinquente para poder perpetrar o golpe em desfavor da sociedade brasileira”, disparou. Joseildo afirmou que em 2016 o Brasil deve focar no crescimento econômico com mais inclusão social e encerrar as eleições de 2014. Ele comentou ainda sobre a tentativa de criminalização do PT. “O Partido dos trabalhadores não mudou, o seu estatuto é o mesmo, a minoria petista que não seguiu a partilha do seu partido tem que pagar pelos seus erros, mas esse é o partido que transformou o Brasil, retirou esse país do mapa da fome e elevou a autoestima do brasileiro”, concluiu.

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